O rio Madeira bateu um novo recorde nesta sexta-feira (20), com a cota de 40 centímetros, em Porto Velho. Esse é o menor nível em quase 60 anos. O monitoramento começou em 1967 pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
A situação é tão inédita que o SGB precisou instalar uma nova régua de medição que vai até 0 centímetros.
O principal porto de cargas da capital já registra redução de 60% no transporte de cargas. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a hidrovia do rio é uma das mais importantes vias de transporte da região Norte: são mais de 1 mil km² de extensão navegável.
Atualmente, a falta de produtos e insumos essenciais não é uma realidade, mas existe a possibilidade de que os preços para os consumidores aumentem.
As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, duas das maiores do Brasil, operam com apenas 20% e 14% de suas turbinas, respectivamente. Embora seja esperado que a produção de energia diminua em períodos de seca, a situação atual é inédita.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vê “ponto de atenção” por causa da seca, mas não cita possibilidade da falta de energia. “O Sistema Interligado Nacional (SIN) dispõe de recursos suficientes para atender as demandas de carga e potência da sociedade”.



