O preço da carne subiu 7,54%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador que é considerado a prévia da inflação do país. O dado foi divulgado pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu o patamar de 4,77%, os maiores responsáveis pelo aumento foram os alimentos e as tarifas de energia elétrica.
Entre os alimentos vilões desses índice, um em especial chama a atenção e já coloca em alerta o governo federal: a carne.
Entre as promessas de campanha, Lula prometeu que o brasileiro iria “voltar a comer picanha”. Nos planos o governo não contava com a inflação. Atualmente poucos itens no carrinho consomem boa parte do orçamento, o que afeta os mais pobre. A percepção da população afeta diretamente a popularidade do governo e respinga nas ambições do PT nas eleições de 2026.
Os maiores aumentos, que puxaram a inflação para cima, foram concentrados em vários produtos no último mês: laranja-lima (25%), óleo de soja (8,38%) e o tomate (8,15%). O café subiu 2,79%, já o leite, 0,60%.
A picanha teve uma inflação menor, alta de 3,6%, outros cortes como acém tiveram alta de 10%, o lagarto por exemplo subiu 8,5% e o patinho de 8,6%, todos os cortes de carne bovina tiveram e estão em elevação de preços.
A elevação na inflação, que leva a elevação dos juros, e o contexto do dia a dia podem colocar em xeque uma futura reeleição.
Para 2025 a expectativa é que os preços continuem a subir, agora pela chuva, já que neste ano a principal causa foi a seca.
Por enquanto popularidade do governo segue estável: em dezembro do ano passado, a gestão petista era considerada boa ou ótima por 38% da população, enquanto 30% achavam ruim ou péssima, e, outros 30%, regular.
Em outubro deste ano, os índices oscilaram para 36%, 32% e 29%, de acordo com levantamento do Datafolha.



